Por que estou lançando o Projeto para Paz e Justiça

17/01/2021

Uma entrevista com
Jeremy Corbyn

Tradução
Aline Klein

Jeremy Corbyn conversou com a Jacobin sobre o projeto inaugurado hoje para superar a crise climática, as guerras imperialistas e debater políticas anti-austeridade para sanar as dívidas contraídas durante a pandemia tributando os mais ricos. O veterano socialista está se articulando com ativistas dos EUA, América Latina e Ásia e revelou como pretende continuar militando após os ataques que sofreu.

Jeremy Corbyn é saudado por apoiadores ao visitar o Blackrod Community Center em 10 de dezembro de 2019 em Bolton, Inglaterra. (Anthony Devlin / Getty Images)

Jeremy Corbyn, o ex-líder do Partido Trabalhista, lançou o Projeto para Paz e Justiça, com objetivo de promover a pesquisa e o ativismo em torno das causas que ele passou sua vida inteira defendendo. O projeto, que terá uma conferência global 17 de janeiro, promete fornecer uma plataforma para campanhas contra a guerra e a favor de uma ação internacional focada para combater o aquecimento climático e as crescentes desigualdades.

Antes do lançamento, o veterano socialista falou com David Broder, editor europeu da Jacobin, sobre as crises que a humanidade enfrentou em 2020, os sinais de esperança política e como seu projeto manterá a mensagem anti-guerra que ele defendeu com tanta firmeza como líder trabalhista.


DB

Quando a pandemia começou, muitos esperavam que ela provocasse uma mudança política generalizada e certa cooperação internacional. Mas um relatório no início de dezembro apontou que algo bem diferente aconteceu: os países mais ricos estão acumulando vacinas, enquanto que, grande parte do mundo, uma em cada dez pessoas receberá vacina em 2021. O que pode ser feito para forçar uma resposta eficaz?

JC

A forma como o lançamento da vacina está acontecendo é decepcionante. Quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a pandemia, exigiu que todos os Estados tomassem as medidas adequadas. Alguns o fizeram, outros não. Muitas pessoas perderam a vida porque o regime de testes que a OMS queria não foi implementado, inclusive na Grã-Bretanha e nos EUA.

A Declaração dos Direitos Humanos da ONU inclui o acesso aos cuidados de saúde. E a busca por uma vacina deveria ter sido uma oportunidade de cooperação internacional e compartilhamento de recursos científicos. Em vez disso, tornou-se uma competição entre as grandes farmacêuticas; e eu suspeito que empresas como a Pfizer vão tirar proveito disso.

Joe Biden está prometendo vacinas para um terço da população dos EUA em 100 dias, e na Grã-Bretanha algo semelhante está sendo projetado em um período um pouco mais longo. Mas Paquistão, Nigéria e países da África e do Sul da Ásia não chegarão nem perto desse nível de vacinação.

Esta crise expôs todas as desigualdades do mundo. E haverá mais desses novos tipos de vírus. Então, temos que cair na real sobre a necessidade de um Programa Mundial de Saúde.

A OMS fala há anos sobre a necessidade de acesso universal à saúde. Se o mundo pode se unir e dar apoio para lidar com o ebola, poderá fazer o mesmo com o coronavírus. Muitos parecem mais interessados ​​na autoproteção do que na proteção global. Mas, em última análise, não há como se esconder do contágio em massa.

DB

Desde a eleição de Biden, ele fala sobre restaurar a “liderança” dos EUA no mundo. Ele disse que retornará ao acordo ambiental de Paris, mas também criticou Trump por deixar a peteca cair na OTAN e sua suposta suavidade com a China. O senhor vê a presidência de Biden como mais suscetível às pressões sobre a ação climática e a resposta da COVID-19 ou trata-se apenas de reafirmar a hegemonia dos EUA?

JC

É bastante contraditório. Mesmo depois de já ter ganho a indicação, Biden se afastou ainda mais da agenda de Bernie Sanders. É bom que ele tenha dito que retornará ao acordo de Paris e se envolverá mais na ação climática internacional, é difícil chegar perto da Net – Zero (zerar emissões de carbono) sem que os EUA, China e Índia estejam intimamente envolvidos.

O que me preocupa é quando ele fala sobre reafirmar a liderança norte-americana na Ásia-Pacífico e na OTAN, ele está propondo manter ou aumentar os gastos com defesa. Enquanto isso, o governo britânico já anunciou um aumento muito substancial nos gastos com segurança, ao mesmo tempo em que cortou seu orçamento de assistência social abaixo do que havia sido acordado como requisito legal.

A crise da COVID-19 mostrou que o que traz segurança é o respeito às necessidades de saúde de todo o mundo. Em vez disso, temos um crescimento da retórica da Guerra Fria em ambos os lados do Atlântico, e suspeito que uma reafirmação da OTAN contra a Rússia. Tenho muitas críticas ao governo russo, sou realista quanto à situação lá. Mas não há futuro seguro para ninguém se entrarmos em uma guerra de retórica entre os EUA e a Rússia ou a China.

Precisamos de um processo que analise os problemas reais que o mundo enfrenta: a enorme crise ambiental, a pobreza e as desigualdades globais, os abusos sistemáticos dos direitos humanos e as guerras travadas por minério ou as guerras por procuração entre as grandes potências. Quando o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar-fogo global em janeiro, a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança disseram, “que ideia esplêndida”, mas fizeram exatamente o contrário. Particularmente no Iêmen: as vendas de armas para a Arábia Saudita cresceram e os acordos de Abraham estão aumentando as vendas de armas para os Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Portanto, precisamos de um forte movimento de paz e justiça global tanto nos EUA quanto na Europa. Nos últimos dez anos, me inspirei com a forma como a esquerda dos EUA começou a se afirmar através da campanha de Bernie Sanders, do agrupamento socialista dentro dos democratas e dos sindicatos envolvidos. Obviamente, há grandes problemas a serem enfrentados. Mas o movimento Black Lives Matter é fantástico e levou a uma nova compreensão da história dos EUA e do colonialismo europeu. Se a próxima geração tem uma compreensão melhor do passado, então tenho esperança com o futuro do mundo.

DB

Como líder trabalhista, você mudou a discussão sobre a política externa com seu discurso após o terrível ataque terrorista em Manchester durante as eleições de 2017. A mídia entrou em alvoroço porque você conectou a política externa ao terrorismo, embora o que você realmente disse estava referendado no pensamento de muitas pessoas. Mas desde que você deixou o cargo em abril de 2020, o Partido Trabalhista deu uma guinada para aceitar o militarismo de Boris Johnson e a perspectiva do “grande poder”. Como essa abordagem crítica pode ser mantida viva, mesmo sem a plataforma institucional que você liderava?

JC

O bombardeio em Manchester foi terrível, vidas jovens foram tiradas de uma forma absolutamente horrível e brutal. Acertou em cheio as eleições e fizemos um acordo para suspender a campanha por alguns dias, o que acredito ter sido correto.

Quando voltei para a campanha meu desejo era fazer uma declaração sobre a política externa e os efeitos das guerras anteriores em nossa própria segurança. Fui aconselhado enfaticamente por muitas pessoas a não fazê-lo: disseram que arruinaria a campanha, que destruiríamos as nossas chances. Eu neguei: temos que enfrentar a realidade dessa política externa que seguimos todos esses anos. Obviamente não se trata de tolerar o bombardeio, nem tolerar o terrorismo ou o assassinato de jovens. Mas precisamos enfrentar a consequência do que as estratégias do ocidente fizeram.

Por isso eu fiz o discurso. Já nos instantes seguintes fui amplamente contestado por nomes importantes, ainda que não tanto quanto eu esperava. E muita gente afirmou que foi uma maneira comedida e sensata de apresentar os fatos. Poucas horas depois, YouGov apresentou uma pesquisa em que 60% das pessoas apoiavam o que eu disse. Acho que foi uma virada na eleição. Porque mostrou um processo de pensamento do público interessado em olhar de forma diferente para a nossa política externa.

Eu já havia deixado claro que estávamos mudando de direção. Em 2016, diante de famílias de militares que perderam entes queridos, emiti, como prometido, um pedido de desculpas pelo papel do Partido Trabalhista na guerra do Iraque. Este foi o mesmo dia em que saiu o relatório Chilcot sobre a Guerra do Iraque e também o dia da mais intensa pressão dos parlamentares do Partido Trabalhista para que eu renunciasse.

Eles já haviam aprovado uma moção de censura e durante o dia todo, recebi um grande fluxo de pessoas exigindo minha demissão imediata, porque não aceitavam que eu tivesse pedido desculpas, nem minha resposta ao inquérito. Eles sabiam muito bem que minha liderança representava o movimento anti-guerra, especialmente no Iraque. Mas aquele pedido de desculpas foi uma das ocasiões mais pungentes da minha vida, com o silêncio absoluto na sala. Eu apenas senti por todas aquelas pessoas sentadas na minha frente, que perderam entes no Iraque.

Espero que o que apresentamos em 2017 e 2019 continue sendo parte da política partidária, é importante que assim seja. Mas o caminho que o governo britânico está nos levando, com o aumento dos gastos com armamentos e diminuição da ajuda externa somados à bancada trabalhista no parlamento aceitando o aumento dos gastos com armas, não representa  o melhor dos sinais.

O Projeto para Paz e Justiça visa assegurar que a atitude em relação aos assuntos internacionais esteja presente no debate público, na pesquisa, no ativismo. Mas também está relacionado aos efeitos sobre a economia e a vida neste país. Se vamos gastar quantias crescentes em armamentos, não aumentar a tributação dos mais ricos e buscar uma estratégia econômica para pagar as dívidas contraídas durante o coronavírus, então a única maneira de avançar para este governo será com o congelamento de salários, cortes na saúde, educação, habitação e uma austeridade ainda mais intensa do que tivemos depois de 2010.

Este não é um novo partido político, mas um espaço no qual as pessoas podem se reunir. Em 17 de janeiro, realizaremos um grande seminário global virtual. Haverá palestrantes dos EUA, América Latina, Sul da Ásia, bem como de comunidades na Grã-Bretanha que sofreram gravemente com a perda de empregos e a desindustrialização. E assim também os jovens decididos a lutar por uma Revolução Industrial Verde.

DB

Alguns dos relatos de sua liderança têm um tom irônico em relação às questões internacionais: “Jeremy só está interessado no que está acontecendo na Papua Ocidental” em vez de ter “preocupações das pessoas comuns”. Mas, para muitas pessoas da minha geração, a guerra no Iraque foi em si um despertar político. Como podemos vincular esses diferentes níveis de problemas?

JC

Parte do que foi escrito é interessante, mas parte é extremamente condescendente e não parece estar enraizada na realidade da vida das pessoas neste país. A quantidade de pobreza e deslocamento que existe é absolutamente enorme, a quantidade de pessoas acessando programas de auxílio de alimentos está crescendo, assim como o número de pessoas que vivem em moradias precárias.

Tudo em nosso manifesto foi projetado para redistribuir poder e riqueza, para democratizar nossa economia e para reconhecer a necessidade de uma Revolução Industrial Verde, para gerar os empregos e a sustentabilidade ambiental que precisamos. Então, nosso manifesto foi projetado para atender às necessidades das pessoas comuns.

Mas, como disse na campanha de 2017, a segurança de nossas vidas também depende de nossa política externa. As armas nucleares e um enorme aumento nos gastos com armamento realmente nos tornam mais seguros ou mais vulneráveis? Os efeitos globais da pandemia, da degradação ambiental, dos fluxos maciços de capital financeiro e poder corporativo global em todo o mundo não são prejudiciais para todos nós?

A ideia de que podemos nos imunizar enquanto o mundo vive um caos é um absurdo completo, como até Boris Johnson está descobrindo. Ele precisa fazer algum tipo de acordo comercial com a União Europeia (UE) ou esperar um acordo agradável com os EUA, mesmo sem seu amigo Trump na Casa Branca, o que eu não acho que ele conseguirá.

Há também um ponto moral importante em tudo isso. A Guerra do Iraque custou a vida de centenas de milhares de pessoas. Foi baseado em uma mentira absoluta. As pessoas na Grã-Bretanha e em todo o mundo podiam ver o que era. No protesto do Hyde Park em 2003, eu disse, se a Guerra do Iraque continuar, serão as guerras de amanhã, o terrorismo de amanhã e os fluxos de refugiados de amanhã. Eu estava errado?

Existem agora mais refugiados em todo o mundo do que em qualquer ponto da história registrada, mais de setenta milhões de pessoas e segue aumentando. Todas pessoas que querem viver, deixar sua marca, dar sua contribuição. Vamos nos mover em direção a um estado de segurança que envie a Marinha contra os refugiados ou faremos uma política econômica e ambiental para lidar com o problema central da desigualdade e injustiça global?

Estou preparado para discutir esse tema em qualquer lugar. E não pense que a geração mais jovem, a juventude da classe trabalhadora crescendo na Grã-Bretanha e nos EUA, não está totalmente ciente disso. Black Lives Matter se espalhou pelo mundo tão rapidamente porque as pessoas viram algo semelhante na forma como a polícia se comporta com os negros nos EUA.

DB

Sua vida foi especialmente moldada pela política latino-americana: recentemente, você falou com a Jacobin sobre sua viagem ao Chile em 1969, pouco antes da eleição de Salvador Allende, quando também visitou a Bolívia. Este ano, em meio a todas as circunstâncias sombrias e acúmulos de derrotas, um ponto de esperança foi o Movimento ao Socialismo (MAS) vencendo as eleições. Você acha que as experiências atuais na América Latina também oferecem lições sobre como fazemos política aqui?

JC

Sim, porque a resiliência da mensagem de justiça social é muito forte.

Eu estava no Chile em 1969, na época em que a Unidade Popular acabava de ser formada. Eu tinha 19 anos e estava apenas observando as coisas, ouvindo música a maravilhosa folk, vendo pessoas de diferentes vertentes políticas se unindo, incluindo a comunidade Mapuche com a esquerda.

Isso resultou na vitória da Unidade Popular em 1970 com menos de 40% dos votos. Allende formou um governo que fez de tudo para tentar melhorar as condições de vida, educação, moradia e oportunidades culturais para os pobres. Ele foi derrubado pela CIA em conluio com os militares chilenos, em um golpe brutal. Mas o seu espírito vive.

Como Pinochet é lembrado? Quem se lembra de Allende com carinho? Acho que sabemos a resposta. O legado é enorme: nos protestos no Chile no ano passado que geraram o referendo e a discussão pública sobre a nova constituição quais foram os nomes que continuaram surgindo? Foram Allende, Victor Jara, Pablo Neruda…

Da mesma forma, no Brasil: Lula liderou a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Tornou-se cada vez mais uma força política poderosa, ganhou as eleições, mas depois foi afastado pelo que podemos chamar de lawfare, bem como Dilma Rousseff. Ainda hoje, a força do PT resiste, por causa das medidas que ajudaram a reduzir os piores níveis de pobreza. A resiliência da mensagem é enorme.

Assim como na Bolívia, onde o MAS surgiu em parte devido a uma longa tradição de política radical que remonta a muitas décadas. A Bolívia também tem um senso muito mais forte de hegemonia não espanhola em comparação com outros países latino-americanos e maior diversidade linguística. A oposição à privatização da água alimentou o crescimento de um movimento que acabou tornando Evo Morales presidente. Ele foi removido, e se exilou no México depois na Argentina e agora está de volta ao seu país. Seu lugar na história é absolutamente seguro. Desejo sorte ao novo governo da Bolívia – e espero que ele possa continuar a redistribuição de poder e riqueza que o governo de Evo inaugurou.

DB

Você dedicou cinco décadas ao trabalho de solidariedade internacional, na maioria das vezes em oposição direta aos governos britânicos. Sem entrar em detalhes sobre sua suspensão, esses últimos meses trouxeram um particular macarthismo. Há algo de novo nisso, você acha que é diferente do que a esquerda sofreu na década de 1980 sob Margaret Thatcher?

JC

Sempre há pressão sobre as pessoas que erguem sua voz. A hostilidade contra a esquerda por fontes de mídia muito poderosas e conhecidamente de direita não é novidade.

Em 1907, Keir Hardie (um dos fundadores do Partido Trabalhista) fez uma turnê mundial. Ele foi para os EUA, Austrália, Índia, África do Sul e depois relatou o fato em um grande comício no Albert Hall. Sua turnê foi seguida pelo jornal Daily Mail, que o condenou por apoiar o povo indiano durante o Raj britânico e por se opor ao racismo na África do Sul. Ele foi severamente atacado e perseguido. A esquerda na década de 1930, quando George Lansbury era o líder trabalhista, foi totalmente perseguida..

Mas a realidade é que, se você receber uma mensagem que desafie o poder não democrático de algumas fontes de mídia e as injustiças e desigualdades dentro de nossa sociedade, então eles irão contra atacar. Eu sei disso. Eu já sofri com todo esse absurdo por um bom tempo e sem dúvida continuarei a sofrer.

Mas é um preço que vale a pena pagar se estamos passando uma mensagem de justiça social que dê esperança e otimismo às pessoas. Nas reuniões que faço, digo: o poder existe em muitos lugares; trata-se em parte de ocupar cargos eletivos. Mas também se trata do poder das comunidades para mudar as coisas, para evitar o fechamento de fábricas, para desenvolver escolas e creches e parques e centros comunitários, para obter ar limpo onde há ar poluído, para obter água limpa onde há água suja. Todas essas coisas capacitam as pessoas, e é disso que se trata a nossa missão política:  capacitar as pessoas em face das elites que não as querem capacitadas.

Sobre minha suspensão, obviamente me arrependo profundamente, e sou muito grato por todo o apoio que recebi de dentro do partido e da comunidade. E estou pedindo às pessoas que lutem contra isso, porque o movimento trabalhista pertence a todos nós.

DB

Para encerrar, sobre o Projeto Paz e Justiça – o que as pessoas podem fazer para se envolver?

JC

É um projeto novo e empolgante e ao mesmo tempo um território desconhecido para todos nós.

Buscaremos analisar os problemas; para organizar, conectar e capacitar grupos que já existem e para apoiar grandes campanhas de mudança. Queremos cooperar e não competir, com os outros. Por exemplo, até agora recebemos mensagens de apoio ao lançamento da campanha Orgreave Truth and Justice em Yorkshire, bem como de sindicalistas na Bolívia e nos EUA. E conectar essas campanhas, ver as realidades grandes e pequenas ao mesmo tempo é muito importante.

Trabalharemos com sindicatos e movimentos sociais para construir uma rede de ativistas, militantes de base, pensadores e líderes, para compartilhar experiências e gerar ideias sobre soluções para nossos problemas comuns. Seja os trabalhadores da Rolls-Royce defendendo seus empregos em Barnoldswick ou os enormes protestos na Índia, seja as crianças passando fome aqui em um dos países mais ricos do mundo ou definhando como refugiados de guerra e das crises.

Vamos combinar pesquisa e análise com campanha e organização. E podemos construir sobre as políticas populares socialistas desenvolvidas no Partido Trabalhista nos últimos cinco anos.

Espero que possamos construir algo importante juntos. Este ano, muitos de nós nos sentimos impotentes diante de forças além do nosso controle. Não precisa ser assim.

Teremos um lançamento global em 17 de janeiro, e esperamos poder contar com um grande público global. Teremos figuras de todo o mundo e de várias gerações. Estou muito animado e entusiasmado com isso e espero que todos vocês se juntem a nós.


Você pode se inscrever e acompanhar o lançamento ao vivo aqui e seguir o Projeto de Paz e Justiça no Twitter e no Facebook.

Sobre os autores

é membro do parlamento do Partido Trabalhista por Islington North.

é historiador do comunismo francês e italiano. Ele está atualmente escrevendo um livro sobre a crise da democracia italiana no período pós-Guerra Fria.

Sobre os autores

Jeremy Corbyn é membro do parlamento do Partido Trabalhista por Islington North.

David é historiador do comunismo francês e italiano. Ele está atualmente escrevendo um livro sobre a crise da democracia italiana no período pós-Guerra Fria.

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