Juliane Furno

é doutora em desenvolvimento econômico pela Unicamp.

Banco Central independente de quem?

Desde os anos 1980, liberais usam falsas premissas para defender a “independência” do Banco Central, com objetivo de privatizar os rumos da política econômica do país e esvaziar o poder do voto popular. Para que não coloquemos a raposa para cuidar do galinheiro, a única independência que precisamos é em relação aos seus “fiscalizados”, ou seja, os próprios bancos.

Contra o subdesenvolvimento brasileiro

Celso Furtado, cujo centenário celebramos hoje, nos legou uma teoria econômica original que expõe as entranhas da armadilha do subdesenvolvimento. Dedicou sua vida a contribuir, na teoria e na prática, a um projeto de nação que arrancasse o país da condição subalterna. Mas a utopia desenvolvimentista, de conciliar a tríade “capitalismo”, “democratização” e “soberania”, encontrou seus limites na dinâmica da luta de classes.

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